As sinfonias científicas de John D. Boswell

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Há alguns meses, escrevi sobre como arte e ciência podem se unir para transmitir informações – e como você poderia utilizar este recurso em sala de aula, inclusive.

E claro que os infográficos não são o único recurso artístico que você pode empregar para apresentar ou discutir ciência. Referência anedótica à parte, meu encantamento pelo conhecimento científico se firmou quando li numa lousa uma efeméride: o aniversário do eclipse de Sobral (aquele que em 1919 possibilitou verificar que algumas previsões da relatividade de Einstein estavam corretas). Por isso, representações artísticas como os “grafites da ciência”, exposição do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, são tão importantes: você pode criar um senso de curiosidade a respeito de alguma parte da representação artística. E isso é ponto de uma jornada de conhecimento que sempre pode ser fantástica.

Parte do mural do CBPF, intitulada “Do Nano ao Macro”. Reprodução do site: “Grafite da Ciência” (CBPF)

Além de ser exposto nos muros de uma das principais instituições científicas do Brasil, os grafites da ciência podem ser visualizados no site do projeto, que também apresenta detalhes sobre as áreas do mural-grafite e os bastidores da produção. O croqui em si já é uma obra de arte (fica a dica para o CBPF criar uma camiseta com essa estampa. Eu usaria).

Se os grafites no CBPF já encantam, espere para conhecer a obra de John D. Boswell. Boswell é cineasta, produtor e músico e criou há alguns anos o projeto Melodysheep, onde reúne música e imagens relacionadas à ciência em vídeos espetaculares. Sério: os vídeos produzidos por ele valem cada segundo de exibição!

Este, por exemplo, faz uma espécie de linha do tempo do universo, condensando os mais de 13 bilhões de anos de existência de nosso cosmo em dez minutos de vídeo. O melhor é a percepção de quão recente é a nossa presença no universo. E o melhor: mixado com a narração do ator Brian Cox, do astrônomo (e inspiração para uma geração de divulgadores científicos) Carl Sagan e o naturalista David Attenborough (as legendas em português estão disponíveis nas configurações de exibição do vídeo):

Ou o vídeo a seguir, com a história dos 4,6 bilhões de anos do planeta Terra compactados em pouco mais de um minuto e meio:

O Melodysheep tem um canal no YouTube e um site com um lema extremamente apropriado: “agrade seu cérebro”. Então, faça isso. Ganhe alguns minutos de encantamento com a arte e a ciência.

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Para saber mais:

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